DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Uma doença cerebral manifestada por um comportamento compulsivo. Este comportamento tende a ser perpetuado apesar das consequências negativas. Observa-se uma valorização excessiva e progressiva do efeito da droga e dos eventos a ela associados além da formação de mecanismos psicológicos de defesa em favor do comportamento adictivo. Trata-se de um transtorno crônico e recidivante passível de tratamento, necessitando de equipe multidisciplinar treinada e especializada.

 

De acordo com a Classificação Internacional das Doenças  da Organização Mundial da Saúde (CID 10: F10 - F19.2), a Dependência Química de Substâncias Psicoativas é uma doença caracterizada por três ou mais dos critérios abaixo:

 

1.     Forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;

2.     Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância.

3.     Um estado de abstinência fisiológica quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado por: síndrome de abstinência característica para determinada substância ou o uso de uma substância intimamente relacionada, com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência.

4.     Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar os mesmos efeitos que se alcançava quando começou a ingerir a substância.

5.     Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento da quantidade de tempo necessário para obter ou tomar a substância ou para se recuperar de seus efeitos.

6.     Persistência no uso da substância, mesmo compreendendo que a mesma é nociva, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos consequentes a períodos de consumo excessivo da substância ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado à droga.

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